Óleo de coco é prejudicial à saúde?

Óleo de coco é prejudicial à saúde?

Depois de ser redescoberto por um grande número de pessoas e consumido em larga escala, o óleo de coco foi colocado em cheque numa declaração da American Heart Association

As gorduras animais, como a banha de porco, bem como os óleos de cozinha (girassol, soja, canola) são geralmente vistos como ruins, exceto pelo azeite, que é um dos pilares da dieta mediterrânea.

Já o óleo de coco sempre foi vendido em prateleiras de produtos saudáveis.

Embora nem todos concordem, a gordura saturada comumente é elencada como vilã da boa saúde (causadora de problemas cardíacos, por exemplo).

De acordo com a associação americana, entre 80 a 90% da gordura contida no óleo de coco é saturada.

Recentemente, algumas associações brasileiras como a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), a Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) já haviam divulgado pareceres em que contraindicavam o uso do óleo de coco (1) (2).

Vários jornais e grandes portais de notícias aproveitaram para serem taxativos: “O óleo de coco não serve para nada e faz mal à saude!”

Porém, nenhuma informação conta com embasamento científico. Os malefícios não são comprovados, e quem utiliza sabe que na prática ele é muito eficiente.

Inclusive, existe um conflito de interesses nessa história. A American Heart Association perdeu muita credibilidade neste caso pois é financiada por indústrias interessadas como fabricantes de outros óleos vegetais (3).

É provável que as organizações brasileiras também estejam defendendo outros interesses além da saúde geral da população.

Normalmente o óleo de coco é manufaturado por pequenos produtores (pode inclusive ser preparado em casa) que não possuem capital para investir nesse tipo de propaganda.

Mas a gordura saturada é realmente mortal?

A última década de meta-análises refuta essa velha ideia.

Nenhuma das avaliações científicas conseguiu encontrar qualquer evidência de que as gorduras saturadas tivessem efeito sobre os índices de mortalidade.

Independentemente do que acontece com os marcadores de colesterol no sangue – um campo muito debatido e em constante evolução – as gorduras saturadas parecem inofensivas.

Uma possível explicação é que, embora seja verdade que as gorduras saturadas elevam o colesterol LDL (ruim) um pouco, elas também aumentam o colesterol HDL (bom), anulando o efeito sobre o risco de doença cardíaca.

Além de ajudar o corpo a absorver vitaminas, como A, D e E.

Os inúmeros benefícios do óleo de coco

Estes sim, são comprovados: ajuda a queimar gorduras, faz bem à pele e aos cabelos, fortalece o sistema imunológico, ajuda a reduzir o apetite e é muito eficaz na redução de gordura abdominal.

Acima de tudo, é um produto natural.

Pare efeitos de emagrecimento e redução de gordura abdominal, deve-se consumir uma colher de sopa (15 gramas) de óleo de coco por dia, de preferência o extra virgem, adicionando em sucos, saladas, chás ou café, ou mesmo puro.

Já para cozinhar ele pode ser usado de várias formas como no refogado, no arroz, para frituras, para grelhar carnes ou mesmo na confecção de bolos e tortas.

Para isso, basta substituir a gordura que usa (óleo de girassol, manteiga ou o azeite por exemplo) por óleo de coco nas mesmas quantidades.

Outras fontes:
http://www.medscape.com/viewarticle/882564?src=soc_tw_160817-pm_mscpedt_news_neuro&faf=1#vp_5
http://www.cardiobrief.org/2017/06/16/guest-post-vegetable-oils-francis-bacon-bing-crosby-and-the-american-heart-association/

Recomendados para você